
Escutei isso, em uma aula de filosofia, na faculdade no primeiro ano (já estou no quarto) de um cara muito especial pra mim, que talvez não tenha noção do tamanho da revolução que causou na minha vida citando e dissertando sobre um cara chamado Sartre. Esse cara que me apresentou a filosofia como algo mais do que decorar teorias foi o Sr. Sebastião, o careca mais sexy da fundação Santo André. Ele provou que filosofia é a coisa mais intima que a humanidade tem, são os devaneios mais concretos que se pode ter noticia.
E pra ilustrar meu nível de liberdade, eis aqui as palavras que mudaram meu jeito de ver o mundo:
A autenticidade exige que se aceite sofrer, por fidelidade a si próprio, por fidelidade ao mundo. Porque nós somos livres-para-sofrer e livres-para-não-sofrer. Somos responsáveis pela forma e pela intensidade dos nossos sofrimentos. É muito fácil perder a cabeça, muito fácil também ser estóico. Mas nestes últimos tempos sinto que é quase impossível aguentar a autenticidade. Compreendo agora o discurso de um personagem de Stevenson que afirma ser um especialista do medo, porque o medo é a emoção mais intensa, mais intensa do que o amor. Melhor seria dizer: a mais autêntica.
[ Sartre, Jean-Paul ]
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